Remodelar para investir não é fazer a casa dos teus sonhos. É fazer as obras que quem compra ou arrenda valoriza, e que justificam o valor final da tua conta. Cada euro a mais na obra tem de voltar na venda ou na renda.
Onde vale a pena pôr o dinheiro
- Layout: abrir a cozinha, ganhar um quarto, aproveitar melhor a área. Quem visita tem de ver uma casa para viver, não um corredor de divisões.
- Luz: paredes e pavimentos claros, iluminação embutida. Uma divisão parece maior sem ter crescido um centímetro.
- Cozinha e casas de banho: são o que mais pesa na decisão de quem compra ou arrenda.
- Pavimento contínuo e neutro: serve a quem compra, seja qual for o seu gosto.
- Problemas resolvidos: humidade, isolamento e instalações. Ninguém paga mais por eles, mas todos pagam menos se lá estiverem.
Um exemplo: a mesma sala, antes e depois
Numa das obras do Método Cisne, a sala tinha móveis escuros, cores de outra época e a zona de refeições fechada sobre si mesma. É o tipo de fotografia que faz muita gente passar à frente do anúncio. Depois da obra, com paredes claras, luz embutida e a zona de refeições integrada na sala, o espaço parece outro. Nenhuma destas decisões foi sobre o nosso gosto: foram sobre quem ia comprar.
As três regras do orçamento
- Orçamento fechado antes de comprar. Se só sabes quanto custa a obra depois da escritura, a conta foi feita às cegas.
- Folga para imprevistos. Num imóvel antigo há sempre uma surpresa atrás de uma parede.
- O prazo faz parte do preço. Cada mês a mais de obra come margem. Vê o custo do tempo.
Vender ou arrendar muda a obra
Decide antes de começar. Para vender, a obra tem de convencer na visita e nas fotografias. Para arrendar, conta mais a resistência dos materiais e a manutenção ao longo dos anos. A obra para venda e a obra para arrendamento não são iguais, e a conta de cada uma também não. Vê as duas contas.
Erros que custam caro
- Escolher acabamentos pelo teu gosto, e não pelo de quem vai comprar.
- Gastar em pormenores que não se veem nas fotografias nem na visita.
- Começar a obra sem orçamento detalhado nem prazo combinado por escrito.
- Esquecer o valor final: a obra tem de caber na conta de trás para a frente.
Antes da próxima visita, escreve as três obras que mudariam mais a forma como o imóvel aparece nas fotografias. São essas que deves orçamentar primeiro.